sábado, 22 de abril de 2017

Quando assisti 13 Reasons Why | Reflexão e Sentimentos

Felizmente não conheci quem tenha cometido suicídio. Mas
conheço quem já tenha sofrido abuso de todos os níveis, estupro. Conheço muitas
pessoas que já sofreram assédio. Mulheres, crianças, héteros e gays. Eu já
sofri. Você já sofreu. A clareza dos fatos está cada dia mais nítida. O
inocente e despretensioso “fiu fiu” na rua é assédio, sim. É simples. É
discreto. Mas é ofensivo. É invasivo.
Nem todo mundo quer ser uma vitrine. Nem todo mundo pediu
para ser notado. Pelo menos não pediu para ser notado daquela forma. Essa falta
de respeito começa pequena e se torna assassina.
Hoje vamos  falar
sobre quando eu assisti 13 reasons why. Sobre assédio, bulling, desrespeito,
estupro, suicídio.
Na nossa época não tinha nome, mas já existia. Muitos de nós
passaram por isso e superaram. Muitos também, fingem que superaram. E outros
podem nem estar aqui para contar.
Antes de assistir essa série eu pensei... pra que? Já está
aí na mídia mesmo o tempo todo. Bulling é a palavra do momento. Todo mundo
sofreu e de alguma forma vai sempre gerar o famoso ‘mimimi’. Quando comecei a
assistir, pensei “mas que série chata, mal amarrada. Cheia de cena pra encher
linguiça, tanto suspense vazio”...
Não vou falar do miolo para tentar não dar spoiler.
Foi nos dois últimos episódios que me dei conta que era como
se EU estivesse ouvindo as fitas. A trama foi se construindo na minha cabeça e
quando você nota já está envolvido com as personagens. Tive raiva por muitos
fatos mostrados, mas achei que outros eram pequenos... Precisou ter cena de
abuso sexual para eu me dar conta do nível que as coisas podem chegar. As cenas
do suicídio eu não achei forte por ter noção de ser uma representação. Acho até
que as cenas não chegam a ser ofensivas (falando em questão de fotografia), mas
o contexto todo. A emoção que o assunto e o contexto nos leva a sentir com o
decorrer dos fatos é o mais intrigante.
Cada adolescente, e oh fase... Cada personagem apresenta a
sua verdade. E a frase que prevalece é “a gente nunca sabe o que está
acontecendo na vida do outro”. Esse mundo, bem se sabe, esta precisando cada
vez mais de amor. Amor ao próximo e muito menos julgamento da dor do outro.
Uma vítima de abuso se sente culpada. Sente que não pode
compartilhar a sua dor pois será julgada ou incentivada a seguir em frente e
buscar o esquecimento. Mais do que cuidar dos nossos filhos e incentivá-los a
não serem quem pratica o bulling, precisamos faze-los fortes. Fortes e
confiantes de si. Para que não se permitam essa omissão.
Não, a culpa nunca será da vitima. Precisamos criar e moldar
nossos filhos para não serem os agressores, mas se assim for, eles acabarão
sendo os agredidos em algum tempo. E não precisa ser nenhuma das opções.
Os dois últimos episódios da temporada deixaram algumas
pontas soltas, e muito a se pensar. Talvez para uma segunda temporada? Muito a
sentir. Ainda estou digerindo a verdade que esse seriado me trouxe. E espero
não terminar de digerir jamais. Para que eu não perca essa sensibilidade.
Me peguei em vários momentos desejando que fosse mentira.
Que a personagem principal não estivesse morta de fato. E a sensação de
impotência só aumentava quando se davam os fatos e provas de que ela já estava mesmo
morta. Você pensa nos seus filhos, irmãos, amigos, primos... pensa em todos que
já viu triste e se sente mal por não ter dado atenção a quem quer que seja em
algum momento da vida que estava “com pressa ou sem tempo” para isso.
A sensação de impotência.
Nos mostra como a idéia das pessoas é distorcida em relação
ao que se quer. Me fez pensar na luta das feministas. Mas essa não é uma luta
só do feminismo. É questão de humanidade.
Eu não saberia como fechar este assunto. Não imaginei que
traria para o canal algum assunto polemico. Mas vejo esse vídeo como um
desabafo. Como um mural de socorro. Meu coração está apertado novamente.
Enquanto faço essa pauta o nó na garganta amarra cada fez mais forte. Nosso
corpo não significa nada. Nosso corpo é só uma embalagem. Um pacote.
Vamos valorizar a vida. Preservar as relações saudáveis e
sinceras. Cultivar o amor. Espalhar caridade. Olhar mais para o próximo. Se
colocar na pele ainda que seja impossível saber o que passa na vida de outra
pessoa. Vamos ensinar respeito pelo exemplo. Começa com respeitar a nós mesmos.


Se você chegou aqui por estar se sentindo destruído. Se você
chegou nesse vídeo por estar na situação da Hannah, eu te peço: olhe para trás.
Reveja tudo. Novamente. Espere mais um dia. E amanha tente retomar suas forças
de novo. Procure ajuda. Procure com mais alguém. Procure até encontrar. Não
desista. Não desista da vida. Nenhuma outra pessoa é mais importante do que
você para merecer que você deixe de existir. Escolha viver!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

4 DIY de páscoa | Especial

Essa semana tem vídeo de páscoa no canal. Com direito a carinha de "cueia" com orelhas de trancinha e tudo. 4 tutoriais fofos pra ficar mais colorido nessa páscoa. Vem ver!



domingo, 9 de abril de 2017

Terror noturno - de novo


As crises de terror noturno do Theo chegaram por volta dos 2 anos (provavelmente junto com o Terrible Two) mas, porque nos prendemos tanto a esses termos técnicos?

Quando começa uma nova fase na vida do bebê (principalmente enquanto bebê) sempre há grande euforia dos pais. No primeiro filho é uma nova descoberta a cada mês (ou semana), medos, sensações diferentes, ansiedade. Mas no segundo filho, a coisa vem com um toque diferente. No início a gente acha que já entende de tudo. Que já passou por tudo. Que ao sinal da primeira cólica, vai tirar de letra.
Lembro-me quando o Theo foi internado por causa de um abcesso (aos 4 meses) por 2 noites para tomar antibiotico na veia. Chorei mais que um recem nascido de cabeça pra baixo levando tapa na bundinha. Senti doer meu coração. Na fila do PA uma outra mãe me disse: "calma, mãezinha, é seu primeiro? Logo você fica mais forte". Balela.

De fato eu me sinto mais segura em muitas questões desde que Samuel nasceu. Mas muita coisa eu NEM LEMBRAVA que tinha passado com o Theo e me deparo na mesma situação atualmente. É o caso do terror noturno.

Samuel está com 1 ano e 6 meses e há alguns dias começou com as crises de terror noturno. Acorda chorando no meio da noite, mas sem "acordar". É desesperador. Ele chora de dar gritos com os olhos apertados e nada faz com que se acalme. Nas primeiras vezes eu achei que era alguma dor. Pesadelo, até. Outras eu só ficava com cara de espanto sem entender nada mesmo. Tentando encontrar um rumo no meio daquela noite turbulenta. Pareciam horas de choro. Não eram horas, mas sim poucos minutos.

Volto eu para a querida internet, que antes eu fazia tanto uso, mês a mês quando da primeira infancia do Theo. E agora por me achar muito sabida, sendo mãe de segunda viagem, me deparo com tantas coisas iguais vividas de forma nova que não faço uso dessa magnifica ferramenta. Sites e foruns de mães e médicos pediatras e curiosidades e mais sites e opa, como vim parar no facebook? Como a gente se perde nessa internet.

Voltei pra realidade. Desci da nave e me atualizei. CRISE DE TERROR NOTURNO. Não "deveria" começar tão cedo, mas quem sou eu para decidir o desenvolvimento desse ser tão complexo.
Agora é apenas carinho, cafuné, "mamãe está aqui", colinho e muita calma e paciência para esperar a crise acabar e voltarmos a dormir tranquilamente. Como se nada houvesse.

Curiosidade
Como distinguir TERROR NOTURNO de PESADELO?
A principal caracteristica a ser observada é o momento da crise do choro. Apos dispensados casos de dores e desconfortos, claro. 
O PESADELO ocorre na segunda metade do tempo de sono (R.E.M) o que geralmente é pelo fim da madrugada.
O TERROR NOTURNO ocorre logo no início do sono, antes de entrar numa fase profunda. O que aqui é por volta de 3h após ir dormir.

No pesadelo a criança acorda assustada, mas apresenta os fatos (ou, caso não fale ainda, se mostra assustada mas acorda). Já no terror noturno a criança pode sentar-se, abrir os olhos, até mesmo caminhar e ainda estar em transe (pode nem te "reconhecer").
Recomenda-se que não tente acordar a criança em transe e os especialistas afirmam que esses casos não ocorrem mais do que cerca de 2x na semana, com duração de até 15 minutos cada crise. Podendo acontecer mais de uma vez na mesma noite. Apesar dos estudos indicarem ser comum em crianças de 2 a 5 anos, é muito provavel que acabe antes disso. (Ufa)

Porque acontece?
Também segundo os especialistas, em resumo, trata-se de uma etapa de desenvolvimento cerebral onde as sinapses estão fazendo seu trabalho e as vezes acontecem essas "panes".

Vale lembrar
As crianças sofrem uma amnesia seguida do disturbio do terror noturno, que faz com que saiam dessa experiencia ilesas. Além de não se lembrarem de nada, isso não causa nenhum dano.

Dá pra tratar?
Recomenda-se que seja diminuido o ritmo de atividade da criança, numa boa rotina de sono, diariamente. Ter uma rotina de sono pode ajudar a acalmar a criança para uma noite mais tranquila. Assim como uma noite agitada pode gerar mais chances de crises ou pesadelos (até de simples inquietude do sono). Porém, não há garantia de que não haverão crises seguindo a rotina de sono. Por outro lado, as crises tendem a diminuir a medida que a criança cresce (muito reconfortante).

Em resumo, o que cabe a nós é esperar mais essa etapa passar. E tentar tirar o melhor proveito, será possível?, desta fase também.

Beijos em trio

Sem rodinhas

O título dessa postagem define bem como está a atualidade.
Theo pediu pra tirar as rodinhas da bike. Sem antes saber se conseguiria, ele chegou e disse "por que ainda tenho rodinhas?". Retiramos e ele tem tentado, com evoluções a cada nova tentativa, andar sem as rodinhas.
Ao passo que samuel se arrasta pela casa desde que completou 6 meses, poucas semanas atrás.

Os meninos estão crescendo... depressa, sim.

(esse post estava guardado nos rascunhos. Resolvi soltar, só para caminhar de novo com o conteúdo sobre os meninos  Voltei minha gente!)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

RESUMÃO dos ultimos tempos - A alvoroçada chegada de Samuel

Pra não contar em dias o tempo que faz que eu não posto nada... Samuel está a beira dos 7 meses... Mas eu chego lá. Vou contar essa semana (que antecede o aniversário de 4 anos - nossa!- do Theo, sobre nossos ultimos momentos).

De hoje... começo com meu relato de parto escrito nas primeiras semanas. Eu disse a mim mesma que escreveria novamente de cabeça fria. Essa cabeça fria ainda não veio. Tudo permanece quentinho na minha cabeça e como a maternidade 2.0 nos faz diferentes.

Como  mãe em segunda viagem, ainda não sei tudo. Jamais saberei - MESMO!. Mas uma coisa eu sei. Theo me ensinou tanto sobre como ser mãe e o Samuel deverá ser-lhe eternamente grato (como em toy story). Se tenho sido uma mãe melhor até para ele (Theo) é por que muito se passa após uma segunda maternidade. Temos muito caminho a percorrer essa semana... entao, vamos por partes:

Relato do meu segundo parto - A alvoroçada chegada de Samuel (escrito em 1.10.2015)


"Samuel chegou ontem. Com 40+2. As 16:13. Pesou 3410kg. Mediu 48,5. Internei as 14h com 4cm, usei somente da minha ocitocina, da nossa. Foi uma delícia! Rápido, rapidissimo. Ate me surpreendi. Um atendimento quase humanizado atende o harm, mas ainda ha muito chão. Meu médico quase 100% hand off, respeitou minha posição (para alvoroço das enfermeiras), entrei de 4 na sala, briguei até achar a posição que me favoreceu quando coroou. Ouvi muita reclamação, mas nem escutei. Olhava a feição do médico e ele estava observando apenas. Em contrações eu agarrava uma enfermeira que pedia pra deitar enquanto eu urrava e dizia que não. Veio pra mim ao nascer, cordão pulsou o quanto precisou... ate parar e o papai cortar muitíssimo emocionado (do primeiro ele nao pode ter essa bênção). Placenta nasceu... pontos da episio (essa não escapou) muito mais consciente do meu corpo nessa segunda gestação. Determinada e confiante de que eu posso, sim. O parto é meu.
No quarto, ouvi que nem parecia que tinha acabado de trazer uma vida. Obrigada meu Deus! Obrigada doulas cibernéticas e as amigas dispostas a nos acalentar o coração sempre.
Isso é só um suspiro. O relato vira depois."

No fim... o exame dele constatou que nasceu na realidade as 39 semanas completas. Não havia por que temer a espera. É sempre uma doce espera. Minha recuperação foi mais rápida - ou mais consciente? - senti mais intensa porem por menos que uma semana os pontos da episio. Repousei. Por 1 mes não quis receber visitas. Curti o aconchego do ninho com meus meninos e o Theo foi (e permanece sendo) só amores. Sem ciume, sem neuras, nem estresse e preocupações.
Na amamentação a livre demanda, meu menino vem crescendo feliz e expressivo.

nos próximos capitulos do resumão: Sono, Vacinas e amamentação.
até lá, bjos NINA e os meninos

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ultimas consultas antes do Samuel chegar

Ah, Doutor!
Essa eu preciso contar. Estou rindo por dentro. Eis que eu vou ao médico hoje para consulta de rotina. 38+3. Exame de toque. "Está super baixo MESMO. Poso dizer que a qualquer momento ele chega. A qualquer momento, portanto fique bem atenta as contrações, bolsa, sangramento e qualquer coisa me ligue." Ok, muito bom. 1cm dilatado (não consigo conceber isso para mim não faz muita diferença no que pensar pq se não estou em TP, poderia ser 3cm e não ia enlouquecer achando que estava parindo rs).
Sentamos pra conversar mais um pouco. Cardiotoco (que seria a principio na proxima semana) agendado pra sábado a noite, direto na maternidade "e dependendo de como estiver, podemos internar, se vc quiser, para induzir". PARA TUDO! OI?????
Se ainda nem cheguei as 39 semanas, se está tudo bem, movimentos fetais, peso ok, medida da barriga condizente com 38 semanas, contrações de treinamento pra alegrar a noite, um pouco de cólicas esporádicas etc etc etc... Por que cargas d'água, alguém me dê uma luz se eu estiver errada, eu iria querer entrar em indução???
VOLTA PRA HISTÓRIA: Dou apenas uma olhadinha bem fixa nos olhos do médico. Aperto os olhos (demonstrando minha fúria kkk). Penso "Ahh, Doutor!" Ele ri, sem graça e completa quase gaguejando "o-ou podemos também, fazer apenas o exame e deixar correr tudo naturalmente, como é o seu desejo. Acho melhor mesmo."
Ao me despedir contei a historinha de terem descolado minhas membranas quando internei já com 4 cm de dilatação pra ter o primeiro filho. Ele riu, sem graça, e disse "nossa... não se faz isso, hoje em dia é até considerado... (calou, respirou e continuou) violenc...", eu completei junto com ele "violencia obstetrica". "pode ficar tranquila que nós vamos cuidar para ser tudo da maneira mais natural possivel".
Até sábado, doutor!

Segundo relato de parto - novos conceitos, novas visões

Não falei muito sobre a gravidez do Samuel por aqui, porque as coisas se atropelaram um pouco para mim, mas pretendo registrar bastante do que vai ser o convivio dos dois. Essa parte é mesmo a mais divertida.

Hoje venho registrar, até para mim mesma, umas observações sobre o parto do Theo. A gente só pensa nisso quando está gestando e tive várias novas visões... segue meu texto escrito num dia desses, nas ultimas semanas.

Quando tive meu primeiro filho, 3 anos e meio atras, eu jurava que era completamente empoderada e que sabia muitissimo sobre o PN. Desde o inicio eu quis PN e assim aconteceu. Mas até pouco tempo atras eu jurava que havia sido natural. E hoje, com 38 semanas esperando meu segundo, descobri que tem muita coisa que nao quero que se repita, pois ainda mais eu estudei e talvez nao saiba nem a metade do que ha para se saber.
Eu explico...
Sempre achei que a medica que me atendeu no plantao quando cheguei no hospital (infelizmente nao me recordo o nome dela) havia sido somente grosseira pq o toque que ela fez foi o mais doloroso da minha vida. Nenhum dos que eu tive que fazer em consultorio ou depois ja durante o TP com o meu medico (que chegou depois de mim na maternidade) e olha que devem ter sido ao maximo 3 no total, nenhum havia doido nada. Pois bem... HOJE EU SEI. O que ela fez foi rompimento de membrana (ou descolamento da bolsa, como dizem) para acelerar o trabalho de parto. Principal fator? Sanguei desde entao ate o nascimento. Ela demorou com os dedos na minha vagina e senti muita dor. Lembro de te-la xingado na hora e meu marido ate riu.

Consegui fugir da ocitocina artificial (sorinho) e fiquei livre caminhando pelo hospital ate a hora de quase parir. Meu medico, que eu adoro ate hj, mas AGORA VEJO que nao é assim tao minha cara, rompeu minha bolsa quando eu estava com uns 7 ou 8cm, nao recordo bem. Não precisava. HOJE EU SEI. Ele fez isso pq estava cansado de esperar (internei as 4h e meu filho nasceu as 10h40), como bom cesarista que era, deve ter sido dificil engolir minha vontade de ter PN. Mesmo que eu tenha ficado apenas 6h no hospital em TP, deve ter sido entediante me ver na bola, cadeira de balanço e no chuveiro - sim o hospital se dizia humanizado, E HOJE EU SEI que nao tinha nada disso... mas sim uma capa bonita de humanização. Todas as ferramentas, mas sem mão de obra, disposição e procedimentos para tal.

Apesar de eu estar andando sem monitoramento frequente e sem nenhum soro ou medicação intravenosa nem nada, quando a bolsa foi rompida senti a dor muuuuito mais forte. Apesar de eu estar lidando muitissimo bem, obrigada, com a minha dor ate aquele momento, com muita concentração, meditaçao, respiração e SOZINHA nessa tarefa, me obrigadam a entrar na sala de parto (eu pedi para ir pois ja sentia vontade de empurrar) DEITADA NAQUELA MACA HORIZONTAL como se fosse um defunto. Sabe o que é ter uma contração na posição horizontal? É a pior sensação do mundo. Eu só queria sentar, ficar em pé, mas não podia.

Ao entrar na sala (sem vida, gelada) de parto o anestesista me ofereceu peridural, dizendo que minha dor iria embora rapidamente. Eu neguei. Neguei não sei quantas vezes enquanto ele seguiu insistindo. LEMBRETE PARA MIM: PROIBIR QUE ME OFEREÇAM ANALGESIA. Isso é chato. Eu idealizei um parto natural. Tanto que ele fez, que me ofereceu ao menos meia dose de uma anestesia local, que por conta da necessidade (?) da episio, aceitei; Deve ter sido uma boa opção, porque esse cortinho infeliz sem anestesia deve ser o inferno. É a minha unica reclamação  de dor pós parto. Quase 30 dias de ardencia (salva pelo spray de andolba).

O penultimo dissabor para falar sobre meu parto, é colocar os pés sobre aqueles pedaços de aço frio. Não bastasse estar numa posição desfavorável, ouvir pitaco da hora de fazer força, ainda ter que fixar os pés naquilo. Horrível. O anestesista teria feito ainda a MANOBRA DE KRISTELLER (quando empurram a sua barriga pro bebe descer mais rapido) se eu não tivesse tido "forças", entre uma e outra contração, para dizer "não faça isso". Que falta de respeito.

HOJE EU SEI que se tivesse deixado a bolsa romper sozinha, se tivesse tido liberdade sobre meus movimentos que precederam o nascimento, se não tivesse a membrana rompida, talvez meu parto não tivesse sido tão rápido. Sim, achei rápido. Mas talvez tivesse ocorrido de maneira muito mais prazerosa e o mais importante NATURAL, como eu almejei.

Da hora que internei até o momento de romperem a bolsa eu ainda me sentia "no controle". Depois disso, tudo não durou 30 minutos. Até pouco tempo eu achava que era uma vantagem, que eu era especial por isso. Mesmo sentindo que deveria ter impedido algumas coisas e exigido outras, eu sempre soube que teria sido impossivel para qualquer mulher enquanto esta em trabalho de parto ativo "pedir" algo a quem nao esta interessado em ouvir. HOJE EU SEI que foi por manipulação dos profissionais. E eu chamaria grande parte do que eu passei de VIOLENCIA OBSTETRICA, seja fisica ou emocional. O que importa é que eu descobri e me concientizei. 3 anos e meio depois.

Outros detalhes, fazem com que minha lembrança dessa experiencia não seja de todo perdida. Meu filho nasceu após 3 ou 4 empurradas, e veio diretamente pros meus braços. Na época não exigi que o cordão fosse cortado pelo pai (o medico ja havia me dito em consultorio, que o hospital tinha la suas regras que iam além do poder dele) e nem me dei conta se esperaram parar de pulsar (acredito que não). Minha placenta saiu com massagens do meu medico, mas não foi puxada. Ele deu os pontinhos da episio enquanto conversavamos e eu mudei sozinha de maca para poder ir para o quarto. A enfermeira ate se espantou de eu sentir as pernas para fazer isso. Aí que disseram a ela que eu não havia tomado analgesia e ela sorriu de canto.
Meu filho ficou comigo desde então. Mamou ainda na sala e não desgrudamos mais. O resto da experiencia ate a alta foi muito boa. Atendimento otimo das enfermeiras e tudo tranquilo.

Hoje, me preparando para o meu segundo parto, na mesma maternidade, pois apesar dos pesares, ainda há piores por aqui, infelizmente. Sei que devo chegar lá mais preparada psicologicamente, não irei tão cedo para a maternidade, vou ficar no aconchego do meu lar por mais tempo e se pudesse faria um parto domiciliar. Nossas vontades tem que ser consideradas e e precisar eu vou gritar para ser ouvida. O parto é meu e ninguém me tira.

Por hoje, é só :D

segunda-feira, 15 de junho de 2015

SAMUEL





Está definido. É Samuel. Agora já faz uma semana que foi definido, e começo a me acostumar. Mas ainda me refiro a ele como bebê muitas vezes, confesso. Theo também o chama de nosso bebê. Todos ficaram confusos com essa confusão dos sexos e nomes sem fim.
Agora é chegado o tempo de fazer o cha de fraldas. Determinei a data, mas a outra nova é que: ainda não há absolutamente NADA feito. Hoje anunciei aos familiares proximos a data e pedi ajuda com os pratos salgados.

25 semanas estamos hoje. Fiz um par de sapatinhos por indicação da minha queridona Roberta, mas ainda não sei não... comecei a me preocupar com outras coisas, pulei a parte de curtir "o barrigão" (que nem tá grande), e fui direto pra busca de um G.O. que me acompanhe. Agora que temos convenio novamente vai aliviar a ansiedade de pagar cada passo dos exames. Mas estou mais preocupada com o parto do que quando era mamãe de primeira viagem. Nunca vi isso...

Semana que vem vou ao encontro de mamães aqui da cidade.. conhecer umas doulas, esperando me entender com alguma bacana. Vamos visitar o hospital que estou em mente (diferente de onde tive o Theo) e quero que isso tudo se ajuste pra me tranquilizar novamente.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Qual será o seu nome?


Já são 6 meses de... Qual será o seu nome?... E nem isso temos ainda. Seis meses de uma gestação tão desejada, tão planejada e esperada por mim, que, há quem dirá, não estou sabendo curtir e aproveitar.
Como é mesmo que isso acontece? Pode ser apenas pela situação inconstante pela qual estamos e que de forma alguma estavam nos meus planos. Pode ser por tantas preocupações alheias a ele. Pode ser, confesso, até um pouco pelo fato de ter sido desenganada a respeito do sexo. Pode ser pela notícia repentina de um caso raro de AUU (Artéria Umbilical Única) e tudo o que essa notícia causou dentro de mim, até o momento de ter sido tranquilizada sobre a real (falta de) gravidade da condição. Inúmeras situações e condições emocionais que eu terminaria o dia detalhando e podem se tratar, no final, de apenas hormônios e instabilidade emocional gestacional.
O simples fato de já existir um príncipe pode ser motivo do consumo do meu tempo e atenção, eu sei também. Só não quero ouvir agora que eu sonho demais, planejo demais, milímetro demais as ações e por isso – como se essa definição solucionasse meus dilemas internos – eu deva estar “assim”. Define assim: decepcionada, desanimada, frustrada, sem perspectiva, sem conexão. Estou carregando um ser iluminado e nunca me senti tão sozinha. Tenho a minha volta muita gente, mas me falta algo essencial, e eu não sei dizer o que é.
Depois de 6 meses eu começo a escrever sobre essa gravidez e não sei resumir os momentos que vivenciei antes disso. Estava escrevendo a mão, num caderno destinado a ser meu diário, mas por ter tantos despejos de lamentações, parei de escrever.
Só consigo ecoar na minha mente que eu esperava que fosse diferente. Esperava curtir o barrigão, algo que toda mãe diz sentir tanta falta, e eu não era diferente disso. Esperava ter muitas fotos. Esperava estar mais, infinitamente mais feliz. Esperava estar a espera. E nem isso estou. Não fico ansiosa pelos ultrassons, não fico ansiosa em comprar uma peça de roupa. Não estou com pressa de decorar o quarto. O chá de bebe está reservado para menos de um mês e me falta animo para planeja-lo. Sequer enviei convites. Não escolhi um nome.
Gael eu tentei, mas mesmo após espalhar aos ventos não pude chama-lo pelo nome. Então recomecei... Luiz Antonio, Olavo, Dom, Valentim, Noah, Daniel, Lorenzo, Samuel, Nero... Qual será o seu nome? Você deve me dar uma luz, me dar um sinal, porque eu quero te reconhecer, chegar até você. Não acho o caminho.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sobre ter rotina - sono (1º capítulo)

Uma das principais coisas sobre ter rotina, para mim, é ter flexibilidade. Eu nunca falei, e pode parecer contraditório, mas o ponto principal de ter e seguir uma rotina, para mim, é poder fugir dela totalmente.
Sim, porque não somos robos, então vez ou outra (ou vez E outra), teremos que fugir da risca. O que ninguém pensa ao dar essa fugidinha é que sair da risca pode causar um enorme rabisco.

Estou há uma semana ou mais, tentando colocar o Theo de volta na rotina de sono noturno, com sucesso ZERO. Algum dia, que já nem me recordo, saímos da rotina. De toda a rotina e eu nem  notei que foi tão brusco. Não é a primeira vez, até já relatei aqui outras vezes, mas dessa vez, criou-se um hábito muito ruim no lugar da ausencia de rotina. Ele passou a dormir sempre em frente a TV, na sala, e após a 1h da manhã. Isso mesmo, não leu errado, é da madrugada mesmo. Dia e outro eu achei que era só agitação, ou então ter cochilado na hora errada a tarde, ou não ter comido o suficiente para suportar a noite inteira de sono.

Esse fds dei um basta. Me dei conta que para acompanhar a rotina dele eu estava dormindo menos de 4h seguidas. E no dia que o peguei vendo desenho na TV as 4h da matina (já tinha dormido e acordado de novo pq a tv ficou ligada direto) me dei conta do caos. Era sexta feira e iríamos para a casa da Vovó Beth então não teria como fazer a rotina começar num sábado, mas tentei segurá-lo sem cochilo a tarde para ver se ao dormir iria direto. Ele dormiu as 20h no carro, voltando do shopping, após longo dia de brincadeiras e passeios com a prima. Achamos mesmo que ele iria direto, mas não havia jantado. Jorge achou que esse foi o motivo, eu fiquei pensando se não era somente o seu novo hábito de estar acordado após a meia noite. Acordou por votla de 23h30 e só dormiu mais de 1h de novo. No domingo acordamos as 5h para ir a Aparecida do Norte. Pensa que ele ficou derrubado? Foi acordadinho da silva até lá e assistiu quase a missa toda no pique. Se rendeu as 9h45. Após um leve cochilo de uma horinha acordou novamente, curtiu o resto do passeio até voltar para casa. De novo me iludi que ele não dormiria mais e dessa vez conseguiria fazê-lo dormir a noite toda... bingo, avesso. Ele dormiu as 18h na volta do mercado, de uma hora pra outra. Aliás, de um segundo pro outro. Sem ter o que fazer, após tentar acordá-lo sem sucesso, voltamos para casa da Vovó Cidinha com ele dormindo as 21h. Não acordou ao tirar da cama, não acordou no caminho dentro do carro, não acordou ao sair do carro, mas foi colocar na cama e ele abriu os olhos. Puts, era mais de 21h... já imaginei como seria a noite. Novamente. Precisa ser sempre assim? Quando eu iria conseguir voltar ao normal? Naquele momento. Resolvi ali mesmo que não iria ceder. Eu não posso me render a uma criança de 2 anos. Ele voltaria para a cama e dormiria, sim, porque já era hora. O coloquei na cama, demos boa noite a vovó e ao titio e ele deitou sem reclamar. O cobri, deitei na cama ao lado e .... dormimos. Ambos. Eu estava com tanto sono acumulado que não aguentei esperar ele pegar no sono pra levantar e fazer minha (pilha) de coisas acumuladas. Dormi junto. Achei que a vitória era certa e que iríamos ate o raiar do dia quando.... a porta do quarto se abriu. Era quase 22h30, ele levantou prontamente ao ver que a porta abriu (pela barbie, nossa cadelinha) e a TV (bicho papao da vez) estava ligada.
O titio vendo filminho de animação foi o prato cheio. Ainda zureta sentou no sofá e se ligou no desenho concentrado. Eu precisava alimentá-lo, como constatado pelo papai, a fome poderia ser mesmo um dos fatores da falta de sono noturna. O deixei vendo desenho e liguei pro papai enquanto preparava seu leite. Desabafei e recuperei as energias conversando com Jorge, que me encorajou a continuar firme no propósito de enfiar a rotina guela abaixo (parece feio, mas é o que vc sente após tantas noites em claro). O deixei ver o filme até o momento que seguiu firme no sofá, tomou um copão de leitinho, não quis pão... começou a sair do lugar e logo ia se animar com outras distrações então.... mandei dar boa noite novamente e pedi que o resto da casa colaborasse (ah, sim, faz muita diferença). O coloquei na cama, troquei fralda e dei boa noite. Final feliz... CLARO QUE NÃO. Era 23h passada e meu objetivo era dormir sem a Tv e sem a sala.

Muuuuuito choro, muuuuuita birra, muuuuita manha, muuuuita reclamação... Quis sair do quarto, quis beber água, quis beber suco, quis "shaia (sala), xofá (sofá), luix (luz acessa)" todos os artifícios que ele poderia usar. Pediu desculpa (nem sabia pelo que, mas ele pensou que estava de castigo por não poder sair do quarto), contei mil histórias (e durante todas ele ficava quietinho), cantei mil músicas (algumas o faziam chorar mais pois pedia para "colocar" na TV)... foi uma noite puxada. Muito mais que as outras em que eu ligava a TV e deitada com ele ao meu lado na sala. Com medo do escuro o peguei no colo e ninei uns 10 minutos, o coloquei na cama e ... ele dormiu. Dormimos antes da meia noite, no quarto, sem TV e sem luz acessa. Sem águas, sem sucos, sem artifícios externos. Dizem os entendidos de psicologia que a 2 noite é mais fácil, e que a terceira ou quarta já são automáticas. Hoje ele acordou as 9h, não quis cochilar no horário certo (que eu estabeleci) pois tem visita da prima, e pretendo seguir a risca meu novo método de sono. A nova saga começou, amanhã, cenas dos próximos capítulos.

PS.: acredito que toda rotina se inicia pela necessidade do sono regrado na criança. E acredito que a falta desse, pode desmoronar qualquer rotina bem estruturada que seja.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Receitinhas do Theo - Bolinho de chuva

Oi Oi gente!
Enviei esse post pelo celular e achei que já estava aqui bem bonito para leitura, mas adivinhem... o Bloggeroid, meu preferido editor via celular, está dando panes. Depois desse outros post eu tentei enviar, mas falharam. Vou procurar outro aplicativo.

Enfim, estou reescrevendo o dia da receitinha que foi em 27 de Maio.

Hoje fizemos bolinho de chuva, vamos ver como foi?

Separe os ingredientes

Pose para a foto...

Ops... Agora sim.


Adicione delicadamente os ingredientes


Misture bem


Confira o sabor...


Aprovado!


Peça para a mamãe fritar e ajude a passar na misturinha de canela e açúcar


Agora é só saborear


Anote os ingredientes e faça tbm!
2 ovos
2 1/2 xíc de trigo
1 xíc de açúcar
1 xíc de leite
1 colher de sopa de fermento

açúcar e canela para polvilhar

Beijo²
Nina e Theo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Utilidade * GTC * as listas

Mais um pouco da série de GERENCIAMENTO DE TEMPO EM CASA


AS LISTAS
- Rotina do Theo
- Rotina da Mamãe
- Tarefas Semanais/Mensais
- Tarefas Avulsas
- Lista de compras
- Calendário de encomendas

Vou falar de cada uma, detalhando os processos.

A Rotina do Theo
Uma vez resolvi criar a rotina do Theo em papel, para deixar a vista e não perder alguma coisa por estar muito corrida. Começou só com as etapas comuns que eu já seguia, sem horário específico. Depois com o tempo fui aperfeiçoando de acordo com a realidade e depois senti necessidade de colocar horário para tudo. Não sigo, até hoje, todos os passos ao pé do minuto. As vezes varia em meia hora.. até 2 horas para mais ou para menos. De todo modo a rotina me ajuda a ficar mais tranquila e me sentir no controle. Contole é indispensável, para mim, depois que se tem filho e se pretende educar com o mínimo de "regras". Regras de convivência.

ROTINA DO THEO
8h00   Acordar
8h30   Tomar café
           Escovar os dentes
           Ver desenho na TV
9h00   Brincar (sem TV)
10h15 Lanche da manhã
10h30 Passear com o cachorro (já compramos fruta nessa hora)
11h00 Brincar (em casa)
11h45 Ajudar no almoço
12h30 Almoçar
13h30 Cochilar
14h30 Acordar
15h30 Tomar café
           Brincar
16h30 Atividade didática (desenho, números, letras, histórias, música, dança, etc)
18h30 Tomar banho
19h30 Jantar
           Brincar
           Ver desenho na TV
21h30 Dormir

No geral tudo é seguido tranquilamente, sem precisar ficar presa aos horários. É muito comum ele dormir mais tarde do que a hora da rotina, mas quando é seguido tudo que tem depois do cochilo ele dorme com mais facilidade no horário programado. Se eu deito também, conto histórias e converso ele dorme mais fácil.
O horário do cochilo é quase sagrado, porque o horário de acordar é bem seguido. Se eu deixar solto, ele dorme até as 11h, não cochila a tarde e cai de sono lá pelas 18h30 ~19h, mas isso não é nada saudável. Além da chance dele acordar de novo depois das 22h com fome.
Criando essa rotina eu consigo tempo para cuidar da casa, de mim, dele, e do meu trabalho. Sim, ainda tem o meu trabalho. Por isso, a pouco tempo criei a ROTINA DA MAMÃE, que é bem mais simples e depende da  dele, portanto ficou assim:

ROTINA DA MAMÃE
7h00 Acordar
         Trabalhar
*Parece que 1h é pouco, mas levanto, tomo um café preto e vou para o computador responder algum email, verificar planilhas etc. É só uma checagem. AS 8h acordo o Theo, ele vai pra sala, conversamos um pouco e vou preparar o café para nós.
8h30 Café da manhã (junto com o Theo)
9h00 Cuidar da casa (preparação para o almoço e organizaçao de leve)
*Coloco o cronômetro ligado em 45min e faço tarefas básicas como: lavar louça, lavar/retirar/estender roupa, varrer sala, cozinha, banheiro, passar um pano, organizar sala (coisas espalhadas como sapatos, brinquedos, toalhas, cadernos/livros vão para seus cômodos certos), tirar lixo (e colocar saquinho de novo).
10h Trabalho (Dou mais uma checada no computador, crio promoções e anoto as idéias) antes da próxima atividade ele tem o horário do lanche da manhã, que é sempre uma fruta.
10h30 saímos para passear antes do horário de almoço. Relaxante e estimulante, o Theo fica muito mais calmo quando dá tempo de encaixar essa saidinha.
11h00 entre esse horário e 11h30 fazemos o almoço. Como eu disse, ele me "ajuda" na cozinha. Gosto de envolvê-lo pois é mais uma oportunidade de fazermos coisas juntos e dele ter vivências da vida cotidiana.
Dou a ele atividades simples. Vou cortando a carne e ele colocando num potinho. Depois ele vira o potinho na panela. Ele monta o prato de salada. Liga o botão da panela de arroz, pega itens na geladeira....Só não mexe na panela no fogo (por motivos óbvios).
12h30 por volta desse horário o almoço está pronto. Coloco a mesa e como junto com ele. Eu na mesa grande e ele na dele, pequena. Já aprendeu a usar a colher sozinho e raramente desperdiça comida deixando cair no chão.
Depois do almoço, fico com ele na sala. Vemos desenho, conversamos, e logo ele cochila.
13h30 Que quase certeiro ele estar dormindo eu volto para o trabalho. Aí eu faço valer as idéias anotadas mais cedo. Nesse intervalo também faço uma ginástica, ou faço unha, sobrancelha. Cuido de mim de alguma  forma. Não é religiosamente diário, e meu trabalho também não é rígido, então esse tempo eu posso alternar a atividade. Também é um bom horário para escrever no blog (esse mesmo) que é um ótimo hobby para mim.
14h30 Entre esse horário eu o acordo do cochilo. Sim, ainda tenho que chamá-lo, pq se deixar ele vai até as 16h e a noite já sabe. Ele demora a despertar de fato, então damos uma enroladinha, um pouco de desenho na TV, sem muita definição. Até a hora de tomar café.
15h30 É hora do lanchinho da tarde. Nada muito elaborado. Ele toma um yakult, come um pãozinho ou bolachas, ou come mais uma fruta. Depois do café ele brinca mais um pouco em casa mesmo ou vamos ao parquinho.
16h30 Esse é um horário reservado ao momento lúdico e didático. Fazemos alguma arte, reciclagem, brincadeiras de desenvolvimento, leitura. Infinitas possibilidades, mas é um tempo no dia voltado especificamente para seu desenvolvimento intelectual. Exagerado? Não é só porque não vai a escola que ele não tem que aprender ;) Preparo como posso e quando for a escola ele vai se desenvolver mais e melhor.
17h00 Entre o horário da atividade didática e a hora do banho(18h), há um espaço grande. Então quando terminamos a atividade ele brinca mais um pouco. E eu vou cuidar da casa, afinal, criança tem que brincar. Organizo o que será a janta, arrumo a cozinha e repito a ordem da manhã. A hora do banho é essencial, porque dá início a rotina da hora de dormir. Não saio mais de casa após esse horário (pelo menos na rotina de segunda a sexta). Até a hora da janta ele fica livre para brincar e eu para fazer meus afazeres.
21h30 Janto com ele, assim como todas as outras refeições. Sempre fazemos as refeições juntos. Acho isso muito importante.
22h00 Quando tudo dá certo e ele já está dormindo no horário da rotina. Eu trabalho mais um pouco, tenho momento de relaxar, ver tv, tomar banho sem cuidar da casa ou nada de limpeza até 23h30 ou meia noite. quando, finalmente, durmo.

Não fico feito doida faxinando a casa, nem corro com limpeza o dia todo. Já houve um tempo que foi assim, mas depois de determinar 2 horários para manter a casa em ordem tudo melhorou. E tem coisas que precisam ser feitas todo dia, mas tem coisas que semanalmente já se revolvem. Pois isso as atividades semanais (o que seria um dia da faxina) eu faço durante a  semana. Não determino dia fixo para cada atividade, mas as incluo nos horários mais flexíveis da minha rotina. Não uno 2 tarefas mais pesadas no mesmo dia, pois isso não é saudável para minha relação com o Theo. Se eu ficar focada na casa por horas, ele vai precisar ficar sem atenção. Então veja como encontrei  a solução para o meu caso:

TAREFAS SEMANAIS (precisam ser feitas ao menos uma vez por semana)
- Faxina pesada no quarto (levantar tudo, varrer e passar pano, limpar as quinas do teto, passar lustra móveis, tirar tudo do guarda-roupa e dobrar as roupas que se misturam)
- Trocar lençóis
- Lavar o banheiro
- Lavar a cozinha
- Faxina pesada na sala (levantar tudo, varrer e passar pano, varrer quina das paredes, passar lustra móveis)

TAREFAS QUINZENAIS OU MENSAIS
- Limpar a geladeira
- Organizar armário da cozinha (tirar tudo e arrumar mesmo, potes e alimento).

TAREFAS AVULSAS
- consertar peças de roupa rasgadas, descosturadas, manchadas.
- consertar coisas da casa que tenham dado defeito ou quebrado (tomadas com mau contato, chuveiro que não esquenta, bocal de lampada)
- fazer compras

LISTA DE COMPRAS
Minha geladeira é um mural. Tenho um quadro magnético para anotar coisas que vão acabando e que sinto falta na cozinha/despensa. A medida que acaba ou que sinto falta, vou anotando. Quando é chegado o momento da compra ajuda a economizar e comprar o que é necessário.

CALENDÁRIO DE ENCOMENDAS
Na geladeira também coloquei um calendário de encomendas. Na semana/dia que eu tenho encomenda a agenda é adaptada. Meus horários de trabalho no computador são alternados com os horários que fico na cozinha, mas hoje eu consigo dar conta das encomendas com o Theo em casa e sem perder prazos. Quando está chegando o dia posso comprar o material (não preciso armazenar muita coisa em casa, pois não teria espaço mesmo) adequado e manter o trabalho com materiais frescos.

Talvez eu não tenha listado todas as tarefas, mas se vc quer começar a gerenciar seu tempo, acredito que esse post irá te ajudar. Essa é a minha experiência. No próximo post de GERENCIAMENTO DE TEMPO EM CASA vou falar do armazenamento das coisas em um espaço pequeno como o apartamento.

beijo²
Nina



Eterno desafio

Não é a toa que o nome do blog é O DESAFIO DE APRENDER. Não posso me deixar esquecer para que vim, nem para que criei o blog. Hoje me dei conta de que não são alguns dias que o Theo está "desobediente" e sim alguns dias que ele não faz arte (muita). Se eu analisar bem, sempre vai ter alguma coisinha ameaçando me  tirar do sério. Acordei com um dorzinha de cabeça de leve. Ontem dormi com 2 dorflex e 1 coristina pois o tempo mudou e minha sinusite está atacada. Ao acordar estava bem, mas uns minutinhos depois de levantar já percebi que ainda estava doendo. Por um segundo, quando precisei dar uma puxada de bronca nele logo pela manhã, achei que era o estresse que estava me dando dor de cabeça, aí percebi que na verdade era só minha doencinha crônica. O que me fez parar para pensar enquanto notava que não havia ligado a panela de arroz (quando todo o resto do almoço estava pronto)....

O Terrible Two só acontece se eu permitir. Como eu disse no último post, a responsabilidade é muito mais minha do que dele em se manter a ordem na casa e na rotina. Ele está mesmo em tempo de me testar e se testar. Theo nunca deu trabalho para comer, para entender ordens e regras simples. Não sou cheia de regras, mas coisas básicas eu ensino desde sempre. Jogar lixo no lixo, guardar os brinquedos após a brincadeira ou quando for parar para comer/tomar banho/sair/dormir, dizer obrigado/desculpa/licença/por favor. Modéstia a parte ele aprendeu muito bem essas regrinhas e até pode soar estranho dizer que ele "nunca deu trabalho" por ter apenas 2 anos. Quero dizer, qual é a referencia de tempo usada, né?! Nada é tão estável que possa ficar relaxada. Fases de mudança, baby.

Aconteceu de novo. Mais um dia que eu quase perdi o controle, eu falo e ele finge que não ouve, ou simplesmente responde com um sonoro "não" quando dou uma ordem, além dos atuais "perque?". Hoje não deixei chegar no ponto de querer chorar. Na hora da panela desligada eu parei e ri. Liguei a panela e respirei fundo.

Em baixo da cama dele guardo muitas caixas. Caixa com sapatos, bolsas, lençois e material de artesanato.  Ele encontrou a caixa dos tubos pvc, cola, lixa, caneta permanente... 

O lanche da manhã foi descascado e a casca foi para a cama, e da cama para o chão... cade o lixo?

O tapete da sala virou colina para brincar de rampa com os carrinhos...

O quarto virou um campo minado de brinquedos...

O quarto inteiro mesmo. Até meus travesseiros entraram na lambança.

Tudo isso em menos de meia hora.

Nessas horas meu corpo até esquenta. Não ligo dele brincar e fazer bagunça, mas isso ia contra todas as regras básicas que eu venho aplicando. Depois de ligar a panela de arroz e respirar bem fundo fui no quarto e falei que ele precisava jogar a casca no lixo, que não podia entortar o tapete pq dá orelha (e a vovó ia ficar brava), que o desenho é para ser feito no papel e o quarto... Tudo bem, vamos bagunçar....









E ver no que vai dar.

A casca foi para o lixo quando falei com ele num tom mais amigável, pedi por favor e disse que não poderia brincar  ali com a casca no chão (risco de cair, se sujar, dar bichinho...). O tapete eu estiquei e o desenho do chão ainda está lá (não vou dar na mão dele um pano com álcool e mandar limpar. Ainda não).

Há situações que só se resolvem com a instalação do caos. E nem foi tão caos assim. Deixei ele gastar energia e até me chamou pra subir na cama dele. Aproveitei para ensinar mais sobre peso. Ele entendeu que eu não podia subir então ficou fazendo gracinha pra mim. Minha mesa de trabalho fica na cabeceira da cama dele. Em um momento jogou todos os meus papéis e cadernos no chão, na cama e foi uma loucura. Mas a loucura mais saudável da semana. Eu não briguei, não reprimi, só fiquei olhando e rindo. Brincamos de esconder em baixo do lençol. Ele brincou de "tombo" nos meus travesseiros que estavam no chão e jogou os bichinhos de pelúcia pra cima. Fiz muita cosquinha e aos poucos fomos colocando tudo de volta, afinal era hora de almoço (passada já). Juntamos os brinquedos da caixa juntos e apesar de não comer todo o almoço ele não quis jogar tudo pra cima durante nem depois de comer. Terminei de almoçar com calma, peguei a chupeta e sentei com ele no sofa. Dormiu em 2 segundos.

Escrevendo aqui agora, revendo as fotos para postar esta passando tudo na minha cabeça como um filme. Tudo vai de como a gente vê as coisas. E a gente vê como quer ver. Eu não quero reprimir meu filho.
quero que ele descubra o universo ao seu redor, quero que ele se descubra, que me descubra e me ajude a conhecer mais de mim também. Ele me ensina a conhecer até onde posso ir e o que realmente importa.
Estou me livrando da pressão externa aos poucos. Não importa como as pessoas querem ver, eu sei que ele está vivendo.

Beijo²
Nina e Theo


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cantinho do castigo - FAIL

Para mim não vai funcionar. Há uma semana (ou menos) resolvi usar o cantinho do castigo/pensamento estilo super nany e tal. No primeiro dia foi bom. Funcionou para o propósito de fazer ele acalmar, pois estava muito agitado, como eu disse antes, não acredito que ele tenha "pensado a respeito" enquanto estava lá por 2 minutos. Não precisei fazer isso muitas outras vezes, na verdade conta-se nos dedos de uma mão. Numa segunda vez foi bem rápido e ele se desculpou facilmente, além de não repetir a desobediência da vez. Mas hoje, o negócio tava doido. Bicho pegando aqui e eu tive que usar a tal técnica, que até então eu havia decidido adotar, porque estava repetindo muito a mesma ordem. Mas além de brincar comigo saindo do castigo para eu ter que pegá-lo em algum lugar da casa para colocar de volta, no meio da gracinha bateu com a cabeça no chão e foi um rebuliço.

Eu tentei, mas a minha cara é muito mais a criação com apego. Lógico que vou ter que castigar de alguma maneira, não castigar para punir, mas para disciplinar. Nem gosto da palavra castigar.
No geral o Theo é uma criança muito doce e amorosa. Não sinto a menor necessidade de bater, por exemplo, como muitas pessoas ficam a ponto de fazer (ainda que não façam).
A responsabilidade é muito mais minha do que dele em fazer com que ele respeite e obedeça. Ele está em desenvolvimento, em fase de teste de limites e experimentações.

Melhor criar uma experiência boa disso tudo do que me estressar por pressão externa.

Obrigada, filho, por fazer tanta bagunça e ser tão disposto a aprender com o seu universo.

Beijo²
Nina e Theo

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Utilidade * GTC


Muitas amigas me perguntam como consigo dar conta do Theo, da casa e da Doce a fio. Sim, alem daquela máxima que "mulher faz mil coisas ao mesmo tempo" as vezes fica difícil conciliar as responsabilidades sem enlouquecer.
Por conta de tudo isso, estabeleci algumas regras internas que me ajudam muito no funcionamento da minha vida. Se eu te disser que nunca, jamais eu tenho um dia fora da curva, eh mentira, claro, sabemos que quando se tem filhos pequenos e se trabalha em casa, tudo pode acontecer, mas acredite, minha tática ajuda E MUITO para que tudo fique nos eixos.

Resolvi que eh chegada a hora de compartilhar essas experiências, baseada nessas perguntas, cada vez mais frequentes. Por acaso, ontem li um artigo "por cima" no face do "I love Valentina" (um blog super bacana de seguir, com página no face também) que falava de "organização e otimização do tempo". Como eu disse, li bem por cima, mas entendi que se trata mais ou menos do que vou falar aqui. O sistema me pareceu bem complexo e fixo, a quem possa interessar, o nome eh sistema fly lady.
Link: http://flyrobrasileira.blogspot.com.br

Começa hoje a série GTC do maternizando. GERENCIAMENTO DE TEMPO EM CASA. Onde espero ajudar as amigas mamães com a minha experiencia recente.
Nunca fui muito organizada "para o mundo". Minha organização era estritamente minha. Sou viciada em tabelas e listas e hoje aprendo a usar esse vicio em benefício da familia, trabalho e a mim tbm..rs.

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Limpeza e organização no dia-a-dia


Você já sabe que o Theo tem uma rotina estabelecida, e hoje, para mim eh indispensável para o bom funcionamento da casa. Ele tem hora para acordar, tomar café, almoçar, banhar, jantar, dormir etc.
Além disso tem mini regras dentro da rotina - o lanche da manha eh sempre fruta - para me organizar com outras coisas essenciais. No caso de estabelecer o que ele vai comer nas refeições, eh um meio de facilitar a boa nutrição sem neuras.

Eu também tenho uma rotina coladinha na geladeira. Eh mais simples e flexível, mas determina que horas do dia eu vou cuidar da casa, das coisas do Theo, do trabalho e de mim. Opa, sabia que da tempo? Muitas mulheres se anulam quando se tornam mae e dona de casa, mas o que ninguém conta pra gente eh que essa doação sem autocuidado não eh saudável. Se eu não cuidar de mim também, terei mais chance de me adoentar, por exemplo, e ai toda a ordem e dedicação ao todo sera em vão e se perderá.

Hoje a hora do cuidado diario com a casa eh cronometrada. Eu uso 30 minutos de manha para dar uma ajeitada em tudo antes de preparar o almoço. Nesse tempo: lavo louça, limpo fogão, estendo/tiro roupa do varal, varro a casa, tiro lixo cozinha e banheiro e organizo a sala (transfiro eventuais brinquedos, trecos e roupas para os comodos originais).
Veja, eu não faxino a cozinha. Eu faço o cuidado diário para fluir o dia sem estresse de limpeza extra. A casa vai se sujar e desorganizar ao longo da tarde? Claro, tem pessoas - inclusive um bebe de 2 anos - nela. Mas depois no final da tarde tenho mais um momento da casa para reorganizar tudo. Mas isso eh limpeza e organização regular, e a faxina pesada? A semana útil tem 7 dias. Determino um dia para lavar banheiro, um dia para faxinar o quarto ( arrastar cama e tirar tudo do armario pra lustrar), um dia pra lavar geladeira... eu prefiro nao estabelecer dia definido, mas se vc achar que te cabe, pode fazer isso. Ex.: quinta: dia de lavar banheiro, segunda: dia de faxinar o quarto. E assim por diante.

Quer começar? Cada caso eh um caso e cada casa eh uma casa. Eu tenho só o Theo de filho (alem da empresa e da Barbie, nossa poodle/maltez), mas vc pode ter 2, 3 ou mais filhos e terá que adaptar a rotina. A melhor maneira de saber quanto tempo terá que se dedicar a cada coisa eh anotando o quanto vc gasta hj. Faça um caderninho com as suas principais atividades diárias e com as coisas que vc tem que fazer toda semana/mês. Anote quanto tempo leva e no próximo post vamos organizar a rotina. Vamos ver o que eh possível fazer num intervalo menor de tempo - acredite, sempre dá pra fazer mais.

Beijo2
Nina


posted from Bloggeroid

terça-feira, 13 de maio de 2014

Quase rotineiro (post de 12/05)

Hoje o dia rendeu bem. Foi tudo certo, dentro dos horários. Recebemos visita da Sofia para brincar com aquela choradinha na despedida, mas com o tempo está diminuindo.



Passeamos pelo condomínio, exploramos as garagens e suas "artis" (rampas)...


Ficou encardido...

E pra fechar o dia, resolveu meter a mão no fogão depois de tudo certo pra acabar o dia :/


Tadinho... ficamos com a mão na água e logo passou a dor forte. Ele ainda vai sentir um pouco mas amanha arrumo uma pomada.

Pra fechar o dia frio... hoje pode dormir de mimo junto c a mamãe.



Boa noite
Nina e Theo

Ps: o bloggeroid parece que não gosta desse novo celular então esse post de ontem ficou preso e nao publicou. Agora vai.

posted from Bloggeroid

Os pontos fora da curva

Ou as curvas do ponto. A rotina tem sido colocada sem problemas. Ainda preciso acorda lo de manhã e do cochilo da tarde, e a hora de dormir não está bem estabelecida.

Mas hoje... ah... que maravilha. Ate as 10h (hora do lanche da manha) estava seguindo bem. A visita da Sofia veio mais cedo hj e estava tudo feliz por aqui. Até eu colocar a mesa com desenhos e lápis de cera para eles colorirem. Theo teve um daqueles surtos. Jogou tudo no chão e se recusou a recolher. Geralmente ele faz uma loucura ou outra mas nunca antes foi tão resistente a obedecer ordens. Ele estava me desafiando e quase quase eu perdi o controle. Cheguei a colocar os brinquedos para cima e dizer que a prima ia embora, o que o abalou por uns segundos mas não o fez atender a ordem da arrumação.





Ele ficou de castigo dos brinquedos, digamos... mas não fez o efeito que eu esperava. Não pretendo ficar castigando, sou muito mais a favor da conversa e do entendimento. Mas e quando não ha "entendimento"?
Sem os brinquedos as possibilidades de desobediência diminuem certo? Errado! Em um segundo que fui a cozinha (fazendo almoço picado) ele tirou todo o jogo de cama e arrastou pra sala. Fez isso umas 3 ou 4x. Tranquei a porta do quarto. Ja estava explodindo por dentro... tentava respirar e contar ate 1000000 quando a Sofia começa a reclamar "ai ai ai Theo, ai ai..." ele estava grudado no cabelo dela. Cabo! CANTINHO DO CASTIGO/PENSAMENTO. Chame como for... nunca fui a favor, mas tenho que testar as vias. Foram 10 minutos colocando no lugar ate que ele parasse lá por 2 minutos (como manda a técnica). Não acredito que ele tenha mesmo pensado no que fez e tal... mas sei que isso o acalmou. Ele parece estar com muita energia hoje e junta com a visita da prima que ele ama.





A tarde vamos ao parque.. depois do descanso do almoço. Por enquanto esta tudo certo novamente. 1 Ponto pro cantinho... seja lá como eu for chama lo e usa lo.

Beijo2
Nina e Theo

posted from Bloggeroid

domingo, 11 de maio de 2014

Dia das mães 2014

Ahhh... o Dia das mães.
Acordar as 4h30 com pesadelo do filhote e ficar assistindo Discovery Kids por mais umas 3h até ele pegar no sono de novo. Isso é ser mãe.
Hoje o dia foi animadão. Levamos uma cesta para a vovó bem cedo (10h, pq ngm é de ferro e acorda de madrugada pra aguentar kkk), tomamos café com ela e seguimos para a casa do tio Neto.
Theo se acabou de brincar com a Sofia, cochilou gostoso no friozinho que anda fazendo e terminamos o dia tomando (eu, ele não) um delicioso caldinho com a família.
Na hora de ir embora, mais uma birra para despedir da Sofia, claro, mas no caldinho tive a idéia de dar o celular na função gravador na mão dela. Grande idéia. Na hora da despedida o choro foi contido ao assisti o vídeo da prima umas 3x. Acalmou mais depressa do que imaginei.

A ROTINA
Já são 21h passadas, ele ainda não dormiu. Mas hoje é dia das mães, então tem desconto. Apesar disso já está pra lá de "paquetá" (é assim  ditado?) e vamos deitar em alguns minutos. A tentação de dormir na sala com esse friozinho é enorme, mas estou colocando na balança o peso de introduzir a rotina ou ceder aos caprixos vez ou outra. Vamos acabar adormecendo na sala, e depois iremos pra cama.

Bem, depois que resolvi REinserir a rotina, as coisas levaram 2 dias para normalizar. Bom, né? Legal. Eu preciso acorda-lo no horário da rotina, pq se deixar ele vara acordado. Mas o cochilo está tranquilo. Pega a chu e deita no sofá... tchum, dorme.
Está funcionando comida, sono e banho com horário e o resto a gente organiza aos poucos.
Chegamos a sair um dia na semana e ele passou 1h do horario de dormir, mas entrou no carro e apagou. Então está funcionando bem.

Vamos ver como essa semana segue.

Fotos do dia
Com a vovó e a cesta que fizemos pra ela

Prontos para almoçar na casa do tio

Olha que gatinho

Mamãe, Theo e vovó

Tio, vovó e mamãe

Gente... um frio!!!

O cochilo da tarde do bebezão.

Tentando acordá-lo para ir ao caldinho... nem pegando no colo e colocando agasalho...

Já no caldinho. Carinha amassada de sono.

Boa noite
Beijo² Nina e Theo




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Terrible Two

Me dei conta, somente hoje, de que estamos convivendo com a primeira adolescência do Theo. Oh céus... É complicado sim. Ha um tempo estabeleci uma rotina que não demorou a funcionar. Até para mim era mais fácil de organizar a vida. Tinha hora pra acordar, tomar banho, fazer almoço, comer fruta, brincar. Até a alimentação dele havia melhorado por que eu tinha mais tempo de programar as refeições e o que teria nelas. Mas por algum motivo agora oculto, acabei perdendo o fio dessa programação. Pode ter sido o feriado que meu pai veio nos visitar, pode ter sido as minhas encomendas de páscoa ou outra ocasião, pode ter sido um dia que eu saí com ele e perdemos a hora de banho ou dormir... enfim, não sei mesmo. Fato é que a rotina se perdeu e hoje, me dei conta de que além de ter perdido a rotina o Theo anda muito birrento, desobediente, chorão e etc etc etc.

Lendo artigos e blogs de outas mamães, percebi que realmente é uma fase e eu achava que nunca chegaria ou que já tinha passado por ela, mas Theo acabou de fazer 2 anos e estamos no auge da crise. Nunca nosso canto esteve tão organizado em relação a cama dele, a minha cama, brinquedos etc. Então porque não conseguir seguir a rotina? Pois é, não há resposta. Por isso, após uma noite complicada que ele ontem dormiu mais de meia noite, na sala para eu usar o artifício da TV e tentar criar o sono nele (putz), após ele acordar chorando e chamando pela prima (Sofia), procurar a chupeta que sempre cai da cama (o duende da chupeta brinca comigo). Após ele ter uma crise de choro pq queria a mamadeira grande (que eu não lembrava que estava na geladeira) e não a pequena, após outra crise por ter derrubado água na roupa enquanto bebia na garrafinha para eu procurar a mamadeira, outra crise quando fui trocá-lo pq não queria vestir outra roupa seca, e outra crise por ver minha mãe sair pra trabalhar...... sentei no computador e imprimi uma nova lista de rotina, colei na geladeira e respirei fundo. Essa um pouco mais flexível que a anterior, afinal, vamos REinserir a rotina.

A princípio teremos hora para:
ACORDAR
TOMAR CAFÉ
ALMOÇAR
RELAXAR/COCHILAR
LANCHE DA TARDE
BANHO
JANTA
DORMIR
As outras atividades, como era antes, terei que inserir aos poucos para não chocar a vida solta que ele vinha levando no ultimo mes e meio (mais ou menos). Nem que eu precise fazer uma pausa no meu trabalho. Declarar um mês de férias às minhas clientes, preciso dar prioridade ao que sempre foi minha prioridade.

Além disso, tem o desfralde, deschupeta e desmamadeira (que ele nunca ligou e agora começou a pedir). Mas isso é história secundária.

Começa hoje a saga da RE-rotina. Vamos ver no que vai dar...